Finalidade da definição de limites
A definição metodológica de limites de submercados tem como finalidade organizar a leitura do residencial urbano em Luanda de forma consistente e controlada. Estes limites não pretendem refletir fronteiras naturais, normativas ou funcionais absolutas, mas sim criar recortes analíticos que permitam descrever a diversidade intraurbana sem hierarquização.
Submercados como recortes analíticos
Os submercados são entendidos como construções metodológicas utilizadas para estruturar a observação do território urbano. Eles não correspondem necessariamente a unidades administrativas rígidas nem pressupõem homogeneidade interna. A sua função é facilitar a leitura descritiva de padrões observáveis, mantendo separada a análise estrutural de qualquer inferência avaliativa.
Critérios utilizados na delimitação
A delimitação de limites de submercados baseia-se em critérios estruturais como continuidade territorial, enquadramento administrativo e coerência espacial observável. Estes critérios são aplicados de forma combinada e contextual, reconhecendo que os limites resultantes são necessariamente aproximados e sujeitos a sobreposição.
Condicionantes da observação baseada em anúncios
A definição de limites é influenciada pelas restrições das fontes de observação disponíveis, em particular dados de anúncios residenciais. Rótulos de localização, escolhas de publicação e práticas das plataformas condicionam a forma como o espaço urbano se torna visível, introduzindo imprecisões que devem ser reconhecidas na leitura dos submercados.
Função metodológica dos limites definidos
Os limites de submercados funcionam como instrumentos de organização analítica, não como afirmações sobre a estrutura real ou completa do residencial urbano. Ao explicitar estes limites, a metodologia estabelece fronteiras claras para a interpretação, evitando generalizações excessivas e mantendo a coerência entre dados observáveis e conclusões admissíveis.
