Finalidade dos limites de interpretação
Os limites de interpretação analítica estabelecem fronteiras claras entre o que pode ser descrito com base em informação observável e aquilo que não pode ser legitimamente inferido a partir dessa mesma informação. No contexto do residencial em Luanda, esses limites são essenciais para evitar leituras que extrapolem o alcance metodológico das fontes utilizadas.
Descrição versus inferência
A descrição analítica refere-se à organização e apresentação de características observáveis, tais como atributos declarados em listagens ou rótulos de localização. A inferência, por sua vez, implicaria atribuir significados causais, estruturais ou representativos que não estão contidos de forma direta nos dados observados. Este enquadramento metodológico restringe-se à primeira dimensão.
Fontes observáveis e suas restrições
As fontes de informação utilizadas na leitura residencial baseiam-se em visibilidade pública e publicação voluntária. Essas fontes não foram concebidas para fins de representação estatística ou cobertura exaustiva. Consequentemente, qualquer tentativa de inferir normalidade, predominância ou estrutura subjacente excede os limites interpretativos definidos.
Riscos de extrapolação analítica
A extrapolação ocorre quando sinais parciais são tratados como indicadores gerais. No contexto residencial, isso pode manifestar-se na leitura de ausências como inexistência, de presenças como representatividade, ou de padrões visíveis como estruturas permanentes. Os limites de interpretação existem para impedir esse tipo de deslocamento analítico.
Função metodológica das fronteiras interpretativas
Ao explicitar limites, o enquadramento metodológico protege a coerência analítica do conjunto de leituras produzidas. As fronteiras interpretativas asseguram que a análise permaneça no domínio da descrição estrutural, preservando a consistência entre dados utilizados, métodos aplicados e conclusões admissíveis.
