Objeto e finalidade do escopo analítico
Este enquadramento define o perímetro analítico adotado para a leitura institucional do mercado residencial de Luanda. O objetivo é esclarecer o que está incluído na observação de mercado e, de forma igualmente explícita, o que permanece fora do escopo. A delimitação evita interpretações implícitas que extrapolem a base informacional disponível.
Base informacional considerada
O escopo analítico fundamenta-se exclusivamente em um conjunto de registos de listagens residenciais observáveis num recorte temporal específico. Essa base representa a visibilidade pública de imóveis anunciados em plataformas, conforme descrições e atributos auto-reportados pelos próprios anunciantes ou definidos pelas plataformas.
Essa camada informacional deve ser entendida como uma fotografia de publicação e rotação de anúncios, e não como uma representação exaustiva do parque habitacional, da ocupação efetiva ou da totalidade das transações existentes no território urbano.
O que está incluído no escopo
- Imóveis residenciais que estavam publicamente listados no momento do registo.
- Atributos descritivos fornecidos nas listagens, sem validação externa.
- Rótulos de localização definidos pelas plataformas de anúncio.
O que está explicitamente excluído
- Cobertura verificada do mercado residencial como um todo.
- Leitura histórica, evolução temporal ou dinâmica de mudança.
- Interpretações económicas, sociais ou demográficas.
- Qualquer inferência sobre relevância, concentração ou normalidade de áreas específicas.
Limites de interpretação espacial
A presença ou ausência de listagens em determinadas áreas não constitui evidência de intensidade de mercado, preferência, centralidade ou escassez. O escopo analítico reconhece que a visibilidade de anúncios é condicionada por práticas de publicação, escolha de plataformas e convenções de rotulagem, que não refletem necessariamente a estrutura urbana subjacente.
Função do escopo na leitura institucional
Ao definir limites claros, o escopo analítico funciona como um mecanismo de controlo interpretativo. Ele orienta a leitura para o que pode ser observado com segurança a partir de dados de listagem e impede a extrapolação para conclusões que exigiriam fontes adicionais, validação empírica ou enquadramentos metodológicos distintos.
